As impressões do Zulú no Ilha Drinks – Junho de 2016

Compartilhando sempre as andanças e eventos do Zulú Bartender, não poderiamos deixar de falar da participação dele no Ilha Drinks em Fernando de Noronha – PE.

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Fernando de Noronha

Não apenas praia, já há quatro anos, a ilha é o endereço de um evento voltado para coquetelaria, que, se tratado com carinho, pode se tornar um dos mais importantes do país. Você vai ficar por dentro do que é o Ilha Drinks. Vai conferir a opinião do próprio Zulú e a opinião de outros  profissionais que também participaram do evento e que fizeram parte da sua estrutura, bem como de representantes de marcas de bebidas e, principalmente, dos bartenders.

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Foto: Joab Filho

O evento aconteceu de 14 a 19 de junho 2016, em vários pontos diferentes da ilha, organizado por Waldir Calado.

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Laércio Zulú. Foto: Alex Carvalho

Com a palavras, o Zulú: “Em 2015, fui convidado pelo Waldir Calado para participar deste evento, contribuir com palestras, apresentar o Zulú Bitters e dar suporte na estrutura do mesmo. Não consegui participar devido a compromissos, mas fiquei muito interessado a participar da edição seguinte, a de 2016.

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Foto: Joab Filho

Este ano, enfim, pude estar presente. O evento manteve o mesmo formato e reuniu bartenders do Nordeste na ilha, com um formato de campeonato. A seletiva foi bem diversificada, pois não acontecem muitos eventos do gênero na região, mas dos que aconteceram, os profissionais em destaque ganharam o direito à competir no Ilha Drinks 2016, edição que contou com 16 participantes.

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Roselayne Uai, Zulú é Pablo Melgaço. Foto: Alex Carvalho

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Roselayne Uai, Zulú é Pablo Melgaço. Foto: Alex Carvalho

A ideia, além da competição, foi promover a troca de conhecimento entre os bartenders do Nordeste com os bartenders vindos de cidades mais desenvolvidas, para fazer dos 5 dias de evento, uma vivência única.

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Moisés Barros e Maria Bento. Foto: Alex Carvalho

Voltando ao começo da história, parcelei minha passagem no cartão e segui de Sampa rumo à Recife, com a ideia de ministrar palestras voluntariamente e tentar passar o máximo possível das minhas experiências com os bartenders ávidos por novas informações. Alguns com um pouco de experiência e outros aspirantes recém chegados.

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Foto: Joab Filho

Já no segundo dia (15/06), falamos sobre bitters, apresentando as principais características deste ingrediente indispensável na vida dos bartenders. Também fizemos degustação em água com gás e falamos como melhor aproveitar este tempero nos coquetéis. Todos ganharam um Zulú Bitters® para seus testes antes da competição. Só para esclarecer, a campeã não usou Zulú Bitters®, então pude fazer uma análise imparcial durante o campeonato. (rsss)

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Jessica Fernandes de Natal RN – Segundo colocada no evento. Foto: Alex Carvalho

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Cintia Lopez, a Campeã desta Edição do ilha Drinks com Zulú e Marcelo Gaya. Foto: Alex Carvalho

O ponto máximo desta viagem, foi a interação dos participantes, as provas de ingredientes e a aproximação dos competidores com os jurados sem o peso de uma competitividade. Ficou claro para mim que o ganho de todos estava no compartilhar. Foi ótimo conhecer melhor colegas da cena que estavam na mesma pousada, como o Luciano Melo e o Junior WM, o que rendeu algumas madrugadas de conversa com muito rum e whisky/whiskey.

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Marcelo Gaya da Leblon de camisa verde. Foto: Alex Carvalho

É claro que também tenho que comentar do que não foi tão legal, e faço isso sem a pretensão de criticar, mas apenas apontar o que deve ser melhorado para as próximas edições. Sei que organizar um evento não é fácil, mas em sua 4° edição, já era de se esperar da organização, ética para com os profissionais envolvidos e bartenders competidores. Fica a esperança de que na próxima edição, o evento seja organizado por alguém ou alguma empresa que cuide melhor das marcas e profissionais envolvidas. A proposta é linda e tem um belo potencial para deixar uma historia promissora. Vida longa ao Ilha Drinks melhorado.”

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Foto: Alex Carvalho

Seguindo, apresentamos a opinião de alguns dos profissionais que se doaram para somar experiência ao evento:

Luciano Melo, segundo colocado no World Class Brasil 2016 destaca:

“Minha palestra foi sobre coquetelaria sustentável, compartilhei com os profissionais o reaproveitamento de matéria prima, que geralmente descartamos e o uso de produtos simples, que podem vir de uma simples horta no cantinho do jardim. Gostaria muito de dizer que o evento foi maravilhoso, porém não posso por questão de desorganização, falta de ética e comprometimento do organizador. Este evento tem potencial para ser um dos maiores do mundo.”

André Lauria, representante da marca de espumante Castellamare:

“É um evento que tem tudo a ver com o local em que é sediado. A ilha paradisíaca de Fernando de Noronha com este clima praieiro é um cenário que abrilhanta e da ênfase aos Drinks. Bartenders locais e de vários lugares do Brasil, tem a possibilidade de aprender técnicas com profissionais renomados no Brasil e no exterior, além de conhecer melhor produtos de altíssimo nível que poderão estar nas suas receitas. O evento ainda é pequeno, porém com um potencial enorme de crescimento, cabe aos fundadores e organizadores atenção especial aos detalhes para fazer deste campeonato, um símbolo da ilha e estimular todos os empresários locais a conhecerem melhor os excelentes produtos que patrocinam o evento e que fazem parte da coquetelaria nacional e mundial.”

Reselayne Uai, também conhecida como a Bruxa (uma linda bruxa), uma das musas da coqueteleira brasileira:

“Minha opinião sobre o Ilha é a mesma de sempre pelo segundo ano em relação a minha participação. É apenas uma associação aos  trabalhos que já realizo com os bartenders durante todo o ano. O propósito de levar a parte social para capacitar os profissionais da ilha é de extrema necessidade junto a um planejamento de campeonato realmente de respaldo internacional. Acredito que a chave para boas parcerias venha de ações sociais a princípio, porém, isso seria apenas a ponta de um iceberg de todo projeto .
O problema é pela falta de respeito operacional da atual organização para com os estabelecimentos, fazendo com que fecham suas portas mesmo para ações gratuitas.”

Pablo Melgaço, diretor executivo da Destom Destilaria, que produz as marcas Spiral Drinkmaker e 1000 Montes:

“O Ilha Drinks deu oportunidade de vários bartenders aprenderem sobre o universo da coquetelária e ao mesmo tempo mostrarem seus conhecimentos. O evento tem grande potencial para ser o revelador de talentos brasileiro pois por não ser realizado por nenhuma marca se torna imparcial. Eu fiquei emocionado de ver que de 16 competidores, 15 utilizaram cachaça em seus coquetéis. É um grande avanço para valorização de nosso destilado brasileiro.”

Marcelo Gaya, master super aclamado e querido também em Fernando de Noronha, o big man, mixologista da Cachaça Leblon:

“Poder levar conhecimento e compartilhar com o pessoal de lá que está isolado do continente, pessoal ávido por novidades, essa é minha real motivação. Como alguns pontos cruciais posso citar: falta maior participação da ilha como um todo… administração, pousadas, associações de turismo… uma união maior em prol do crescimento dos profissionais.”

Danielle Esteves, assessora jurídica do evento e que acompanha o mesmo desde edição de 2015:

“Fui observando que a necessidade dele era muito maior e fui ajudando de outras formas… desenvolvimento do projeto, captação de patrocinadores e cobertura como um todo. Eu vi no Ilha Drinks um mega potencial, inclusive, de se tornar um evento à nível internacional. Eu enxergo isso na proposta, não necessariamente no Ilha Drinks… sua dimensão e o que pode alcançar. Fernando de Noronha é uma das maiores portas do turismo brasileiro, com uma visibilidade mundial, o que deveria alavancar o interesse na participação das empresas do segmento de uma forma geral. Por incrível que pareça, me deparei com uma barreira muito grande entre o tentar e conseguir fazer tudo acontecer, principalmente por existir uma intervenção do idealizador do projeto, o que não nos permite expandir.”

Junior WM:

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Junior WM. Foto: Alex Carvalho

“Acho que esse encontro que houve em Fernando de Noronha foi uma oportunidade incrível de reunir nomes de peso da coquetelaria nacional em um cenário inspirador, o que proporcionou trocas de experiências valiosíssimas que, devida a falta de divulgação dentro da própria ilha, teve quórum baixíssimo e acabou por ser um intercâmbio muito mais focado para os próprios profissionais convidados do que para o público local que poderia absorver o conhecimento de nomes como Zulu, Moizés Barros, Marcelo Gaia e Luciano Guimarães. Com isso, a mão de obra local perdeu a chance de aprimorar seu trabalho de bar e hospitalidade enquanto os profissionais convidados, infelizmente, tiveram de lidar com questões bem mal-resolvidas de infra-estrutura do evento. Percebeu-se ao longo dos dias, um certo descrédito do idealizador do evento junto àqueles que deveriam ser seus maiores apoiadores: pousadas e restaurantes, e isso acabou gerando alguns constragimentos desnecessários aos convidados. Talvez com um pouco mais de comprometimento e integridade, esse poderia ter sido um evento de grande potencial, mas acabou por ser apenas um encontro fechado para alguns profissionais.”

É isso pessoal, e fica a expectativa para para que as próximas edições sejam incríveis com as devidas melhorias!!!

Um viva à coquetelaria brasileira.

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Foto: Alex Carvalho

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