Memórias de uma viagem fascinante em 2014: os melhores bares e mixologistas

By Laércio Zulú:

Depois de uma visita sensorial à Irlanda, no ano de 2014, presenteei-me com entradas para Terra da Rainha, ainda no mesmo ano,  junto do grande mixologista Marcelo Serrano. No dia 03/07, desembarcamos em Londres para caminhar, durante três dias, pelos lugares mais belos e, certamente, pelos mais belos bares. Montamos acampamento em Notting Hill, há três minutos do metrô homônimo e de vários pontos de interesse, se é que me entendem. Na verdade, como em cada canto para que olhávamos víamos um ponto turístico, a localização não foi um problema.

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Além dos bares incríveis, o transporte coletivo muito me chamou a atenção: com o metrô, podemos ir para qualquer canto da cidade. Incrível. Há ainda os ônibus, que têm funcionamento ininterrupto, conexão Wi-Fi e poltronas confortabilíssimas! Aí fica fácil, não? Os horários todos são parecidos com os do Brasil, exceto pelos bares, cujo funcionamento só vai até à 01h00. Contudo, para compensar, às 10h00, principalmente nas regiões centrais onde há um grande apelo turístico, as estações estão a todo vapor.

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Durante os três dias, almoçamos em pubs e restaurantes diversos, comendo desde hambúrgueres a staek na pedra. Nessa experiência, meu primeiro contato em cocktail bar, ainda pela manhã, foi no Dirty Martini. Cheguei, ao lado de Serrano, às 10h40 e os bartenders já estavam suando, pois a demanda por coquetéis era grande. Nós, bons apreciadores, degustamos alguns New Martinis para dar largada ao dia.

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O Serrano, grande guia turístico, levou-me por todo centro turístico britânico: a missão, deliciosa, era estourar o cartão de memória da câmera fotográfica. Quando a noite caiu, voltamos para Notting Hill. Era hora de se preparar para o tão esperado momento. O melhor sapato, a  melhor camisa e a melhor gravata, afinal, visitaríamos nada menos que o melhor bar do mundo, segundo The Fifity World Best Bar, o famoso Artisian.

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Chegamos ao Artisian por volta das 21h30 e, logo na recepção, tínhamos duas taças de champanha, um abraço do amigo Rudi Carraro e cumprimentos de Simone Caporale e Alex Kratena. Aliás, cabe dizer que conheci Carraro em sua Carraro em sua visita ao Brasil para o guest bartender, no Sub Astor, o que facilitou a interação e apresentação dos coquetéis.

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Por coincidência, das melhores, chegamos junto com a nova carta do Artisian. Coquetéis como Camuflage, DigiDiva e What is Gugugiva eram as grandes sensações do balcão. E, naquela noite, é claro, coquetéis com Zulu Bitters no melhor bar do mundo.

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Ficamos, por cerca de três horas, assistindo a um trio de maestros. O olhar minucioso do Kratena, a movimentação rápida e precisa de Caporale e o jeitão descontraído do Carraro. Foi, sem dúvidas, uma visita que marcou minha carreira, porque nunca havia visto tantos coquetéis com apresentações inusitadas e um balcão com tanta energia boa. Evidentemente, não posso deixar de ressaltar outra coisa que me fez refletir: os coquetéis da nova carta do Artisian não passam de quatro ingredientes, divididos nas seguintes categorias:

1º. traço: leves;
2º. traço: médio corpo;
3º. traço traço: muito encorpado.

Aprendizado que levei do Artisian foi a filosofia do “menos é mais”. Na prática.

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Certamente não parou por aí. Seguimos nossa viagem em busca de mais bares. Na noite seguinte, fomos ao imponente Savoy Hotel e seu American Bar, um dos melhores do mundo. Confesso que, diante do respeitado ícone da mixologia, fiquei emocionado. Fomos recebidos e pedimos  que nos apresentassem o famoso american bar. O caminho até a barra durou 20 minutos. Tudo era muito atraente, luxuoso e vintage, coisas que me chamam a atenção. Não parava de pensar em conteúdos que li sobre coquetéis dos séculos XVIII e XIX. Matutava: “há anos, foram criados aqui muitos dos coquetéis que reproduzo em meu bar. Hoje vou degustá-los em sua casa, onde foram embrionados”.

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Para ficar ainda mais emocionante, fui recepcionado pelo maestro Erick Lorinz, que, cordialmente, saiu do bar para me guiar até a barra. Dei-me ao direito a alguns de minutos de silêncio. Apenas olhava ao redor e ouvia a bela música tocada no piano de calda, que distava cinco metros do bar.

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Depois da realidade com ares de sonho, fui aos coquetéis. Pedi um dos assinatura, o Green Park, um sour equilibradíssimo a base de gin, manjericão, bitter de lavanda, clara de ovo e limão. A primeira impressão foi de que nunca tomei um sour tão equilibrado.

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Como se não bastasse, Erick Lorinz me presenteou com um signature cocktail usando Zulu Bitters e o chamou de Zulu Man. Usou cognac hennessy VSOP, Amaro Byrrh, Zulu Bitters e finalizou com um twist de laranja. Fantástico.

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Sem titubear, digo que essa viagem foi um grande marco para minha carreira e meu perfil profissional. Sou grato ao James Guimarães e a plataforma da Pernord Ricard por ter-me convidado para fazer parte da plataforma Jameson e, através dela, facilitar minha visita à incrível Londres.

 

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